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domingo, 20 de junho de 2010

Reflexões sobre saudade!

Reflexões sobre saudade... dizem ser do Falabella, mas fica a dúvida, vale pela intensidade!

Em alguma outra vida, devemos ter feito algo de muito grave,
para sentirmos tanta saudade...
Trancar o dedo na porta dói.
Bater o queixo no chão dói.
Torcer o tornozelo dói.
Um tapa, um soco, um pontapé, doem.
Dói bater a cabeça na quina da mesa, dói morder a língua, dói
cólica, cárie e pedra no rim.
Mas o que mais dói é a saudade.

Saudade de um irmão que mora longe.
Saudade de uma cachoeira da infância.
Saudade do gosto de uma fruta que não se encontra mais.
Saudade do pai que morreu, do amigo imaginário que nunca existiu.
Saudade de uma cidade.
Saudade da gente mesmo, que o tempo não perdoa.
Doem essas saudades todas.
Mas a saudade mais dolorida é a saudade de quem se ama.

Saudade da pele, do cheiro, dos beijos.
Saudade da presença, e até da ausência consentida.
Você podia ficar na sala e ela no quarto, sem se verem, mas sabiam-se lá.
Você podia ir ao dentista e ela para faculdade, mas sabiam-se onde.
Você podia ficar o dia sem vê-la, ela o dia sem vê-lo, mas sabiam-se
amanhã.
Contudo, quando o amor de um acaba, ou torna-se menor, ao outro sobra uma
saudade que ninguém sabe como deter.
Saudade é basicamente não saber.

Não saber mais se ela continua fungando num ambiente mais frio.
Não saber se ele continua sem fazer a barba por causa daquela alergia.
Não saber se ela ainda usa aquela saia.
Não saber se ele foi na consulta com dermatologista como prometeu.
Não saber se ela tem comido bem por causa daquela mania de estar sempre
ocupada, se ele tem assistido as aulas de inglês, se aprendeu a estacionar
entre dois carros, se ele continua preferindo Malzebier, se ela
continua preferindo suco, se ele continua sorrindo com aqueles olhinhos
apertados, se ela continua dançando daquele jeitinho enlouquecedor, se ele
continua cantando tão bem, se ela continua adorando MC Donald's, se ele
continua amando, se ela continua a chorar até nas comédias.
Saudade é não saber mesmo!

Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos, não saber
como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento, não saber como
frear as lágrimas diante de uma música, não saber como vencer a dor de
um silêncio que nada preenche.
Saudade é não querer saber se ela está feliz, e ao mesmo tempo perguntar a
todos os amigos por isso.....
É não querer saber se ele está mais magro, se ela está mais bela.
Saudade é nunca mais saber de quem se ama, e ainda assim doer.

1 comentários:

Yuri disse...

E dói...até uma hora que não dói mais.